Você já tentou abrir uma porta puxando, mas ela era de empurrar? Ou tentou usar um aplicativo de banco que parecia um labirinto, onde você só queria fazer um Pix e acabou com dor de cabeça?
Pois é. Se você passou por isso, você foi vítima de um crime de projeto.
Nas empresas, existe uma palavra chique chamada UX (User Experience). Traduzindo para o português claro: é a Experiência do Usuário. Ou, como eu gosto de dizer: é o cuidado de não fazer o seu cliente de palhaço.
Muitos donos de empresa e diretores acham que investir nisso é “frescura” ou “coisa de designer artista”. Eles preferem economizar no projeto para gastar no comercial. O resultado? Eles constroem um avião sem banco para o piloto e depois não entendem por que ninguém quer voar com eles.
1. O prédio que nasce torto
Imagine que um pedreiro começa a levantar uma parede sem prumo e sem nível. O dono da obra diz: “Não precisa medir agora, depois a gente dá um jeito no reboco”. O que acontece? A parede vai cair. E consertar uma parede pronta custa dez vezes mais caro do que ter usado o nível desde o primeiro tijolo.
No mundo dos produtos e aplicativos, o UX é o nível e o prumo. Se você lança um site ou um produto sem entender como a pessoa vai usar aquilo, você está levantando uma parede torta.
O prejuízo é certo: você vai gastar rios de dinheiro em propaganda, as pessoas vão entrar, vão ficar confusas e vão embora para o seu concorrente que “funciona melhor”.
2. A arrogância de achar que sabe tudo
O maior erro de um chefe ou de um empresário é dizer: “Eu sei o que o meu cliente quer”.
Sabe quem sabe o que o cliente quer? O cliente.
Negligenciar o UX é como uma cozinheira que faz uma comida cheia de pimenta porque ela gosta, ignorando que o cliente tem gastrite. As empresas que ignoram essa etapa estão, basicamente, empurrando o gosto delas goela abaixo do público. Em 2026, com tanta opção no mercado, o cliente não aceita mais ser maltratado por um produto difícil de usar. Ele simplesmente deleta o app e nunca mais volta.
3. O “barato” que sai caríssimo
Sabe por que grandes empresas como a Amazon ou o Nubank ficaram gigantes? Não foi só porque tinham dinheiro. Foi porque elas tiraram as pedras do caminho do cliente. Elas facilitaram a vida da faxineira que precisa pagar uma conta rápido no ônibus e do CEO que precisa conferir um investimento entre uma reunião e outra.
Quando uma empresa diz: “Não vamos gastar com UX agora, vamos lançar de qualquer jeito”, ela está assinando um cheque de prejuízo.
- Ela vai gastar mais com suporte (gente reclamando no ouvido).
- Ela vai gastar mais com devolução.
- Ela vai queimar a marca dela no mercado.
O Resumo da Ópera
Se você é patrão, gerente ou está começando agora: pare de enfeitar o pavão e comece a facilitar a vida das pessoas. Um produto bom não é o que tem mais botões ou o que é mais “bonitinho”. Produto bom é aquele que você usa e nem percebe, porque ele funciona como uma luva.
Respeite o seu cliente. Se você não investir em entender como ele usa o seu produto, o seu concorrente vai fazer isso por você. E aí, meu amigo, não tem propaganda no mundo que te salve.
Pense nisso: Você está vendendo uma solução ou está criando um novo problema na vida de quem te paga?
